Playlist #02| TOP 10: Músicas mais escutadas da vida

Ontem tive a ideia, depois de ler um post semanal de playlist, de fazer a mesma coisa por aqui! Já que eu amo música e só preciso de uma desculpa para fazer listas, achei a desculpa perfeita, rs. Está inaugurada, então, a playlist semanal do Reticendo! Se perdeu a primeira, pode conferir aqui 🙂

Estava pensando esses dias sobre músicas que eu já ouvi muito, não que necessariamente sejam as minhas preferidas, mas que eu sei que já ouvi demais durante algumas fases da minha vida e que ainda ouço hoje em dia. São aquelas que marcaram momentos e épocas e que eu não tive maturidade para entender o que seria um limite saudável para escutá-las. Então as escuto no repeat até hoje e tenho uma forte intuição de sempre será assim.

Para essa playlist escolhi 10 músicas que eu tenho certeza que estão entre as mais escutadas por mim, vocês vão perceber que elas não tem muito em comum uma com a outras, a não ser o fato de sempre melhorarem meu dia e me proporcionarem aquele abraço aconchegante que certas músicas nos proporcionam. Ah! Queria deixar claro que a ordem das músicas não tem nada a ver com a ordem de relevância delas para mim. Vamos lá?

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#01 Forever Young: Let us die young or let us live forever” tem como não se arrepiar? Para mim, essa é uma das músicas mais bonitas que existem! Já viram a letra? Se não, por favor, façam isso agora. Ouço no repeat eternamente se for preciso, gosto muito quando estou no carro com meu pai e começa a tocar e ele deixa tocar inteira porque sabe que é uma das músicas que mais gosto na vida.

#02 Jesus of Suburbia: Green Day, sim! Sou apaixonada por essa música, quando era mais nova e queria fingir que era rockeira rebelde, pensava em tatuar “and I live behind this hurricane of fucking lies“, só porque achava uma frase incrivelmente foda. Na real que ainda acho. Vai falar que não é? São 09 minutos de música que faço questão ouvir inteira sempre que começa a tocar. E se sou interrompida, volto do começo. Ouvi muito durante a adolescência e tive o prazer de poder ouvi-la ao vivo, chorando de emoção. E em menos de 03 meses viverei esse momento novamente!

#03 Suddenly I See: Essa apareceu na primeira playlist do blog, mas como contei lá, ouço sempre que quero começar o dia me sentindo a mulher mais incrível e poderosa do mundo, então escuto bastante aloka. “Her face is a map of the world, a map of the world. You can see she’s a beautiful girl“. Fala se não é pra começar o dia maravilhosamente bem ouvindo isso?

#04 2.000 Light Years Away: Mais uma do Green Day, uma das minhas preferidas da banda e que eu escuto incansavelmente. Ela está no segundo CD deles, não é das mais conhecidas no mainstream, mas entre os fãs ela é bem queiridinha. E sei que se ouvirem uma vez, vão querer ouvir mais também!

#05 Só Por Uma Noite: Vai achando que é só de música internacional que eu vivo. E Charlie Brown Jr. não tem como ficar de fora, marcou minha vida demais e essa á a música deles que eu mais escuto até hoje.

#06 Total Eclipse Of The Heart: Anos 80. Clipe ruim. Delícia de cantar no chuveiro. Boa pra sofrer. Tinha como não escutar incansavelmente? Não sei pra vocês, mas pra mim não tinha não. É bom demais berrar ao som de “turn around, bright eyes“! E para quem está por fora, Bonnie Tyler vai cantar a música durante o eclipse vai acontecer dia 21/08. É incrível demais!

#07 Kiss Me: Sixpence None The Richer. Se me perguntarem se conheço mais músicas deles terei que informar que, infelizmente, não. Mas desde que escutei a música na trilha sonora de Como Perder Um Homem Em Dez Dias amei a música e escuto sempre, o tempo todo, sem parar 🙂

#08 I Don’t Want To Miss A Thing: Cara, essa é clássica, né? Aerosmith é amor, tive a época de ouvir Jane’s Got A Gun sem parar também, mas ainda assim não superou tudo que vem por trás da trilha do Armageddon. Escutei muito e escutarei ainda mais pelo resto da minha vida. E vou me emocionar a cada vez que cantar junto “I don’t wanna close my eyes, I don’t wanna fall asleep ‘cause I miss you, baby, and I don’t want to miss a thing”.

#09 More Than Words: A balada única do Extreme me pegou de jeito alguns anos atrás, quando nem tinha entrado direito na adolescência ainda e gostava de escutar com minha tia, que me ensinou a cantar e passou a tradução para mim. Acho que gostei mais pela facilidade de entender o que ele dizia na música, mas virou meu xodozinho!

#10 Your Love: I DON’T WANNA LOSE YOUR LOVE TONIIIIIIGHT“, essa música me dá vontade sair gritando, cantando e dirigindo loucamente por uma estrada no meio da noite. Ainda realizarei esse sonho. Mas é surreal o fogo no cu a empolgação que tenho ao escutá-la. Sempre melhora meu dia e sempre me dá vontade de ouvir again and again.

Agora me conta, por favor, quais são as suas músicas mais escutas, mesmo que não sejam 10. Tô curiosa pra saber se alguém partilha das mesmas que eu!

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Uma paixão desconhecida e avassaladora

Até determinado ponto da minha vida, o máximo de série que eu tentava acompanhar com certa regularidade era Supernatural, com várias idas e vindas, mas era a que eu fazia questão de ter assistido desde o primeiro episódio e nunca ter parado ~definitivamente~ (como não parei até hoje, mas tenho uma temporada inteira pra alcançar a season atual, socorro) E aí em uma noite de férias coletivas sem nada pra fazer, após três comédias românticas seguidas no Netflix pedi ajuda prazamiga e recebi um coro de “veja Grey’s Anatomy”. Então eu comecei.

Olá, meu nome é Bruna e faz um ano e meio que sou fã de Grey’s Anatomy. Já fiquei mais de 20 horas seguidas deitada no meu quarto maratonando a série, com interrupções regulares da minha vó querendo saber se eu estava viva. De verdade, não sei explicar o que me prendeu tanto, desde o começo, mas é a mistura de tantas vidas com histórias complexas e que eu precisava conhecer mais com o carinho que sempre nutri por séries médicas e um pouco de morbidez também, eu acho.

Antes de cogitar assistir, conheci muitas pessoas que já acompanhavam a vida dos residentes do Seattle Grace Hospital, que falavam que a série era linda, emocionante, cheia de reviravoltas e reflexões e eu só pensava “what the hell?” Pra mim era uma série de hospital. Ponto. Mesmo curtindo a temática, não conseguia entender como ela podia ser tudo isso que diziam ser. Só que ela é. E é ainda mais.

Eu lembro de E.R. que assistia com minha avó quando era mais nova e que também achava legal, mas não tinha tanto amor envolvido, definitivamente. E é batata, se alguém me pede uma indicação, é a D. Meredite que eu indico. E, mais uma vez, batata! Já coloquei a vó, a melhor amiga e uns conhecidos pingados por aí nessa loucura. Confesso que demorei para chegar na temporada atual, o que, de certa forma, é bom, porque agora estou na sofrência pesada esperando a estreia da próxima season, mas já estou com vontade de assistir tudo de novo.

Legal, Bruna, valeu pela informação, mas por que diabos você precisou falar disso? Boa pergunta, minha amiga. Porque tô em abstinência. Porque tô com saudade dos meus amorzinhos, do Karev sendo lindo, da Meredith sofrendo, da Amy sendo musa e do Dr. Webber sendo incrível. Falta um pouco mais de um mês para eles voltarem, estou me distraindo com algumas séries no meio do caminho (inclusive algumas que também vou ter que esperar pelo retorno nos próximos meses), mas já tá naquela hora em que preciso assistir Grey’s Anatomy para esquentar o coração e quis dividir esse amor com vocês, já que deu pra perceber que, pra mim, indicar Grey’s nunca é demais.

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As páginas em branco

Tudo começa com uma página em branco. Um ideia, uma carta – de amor ou de despedida, tanto faz -, nossos projetos, os cadernos de um novo ano escolar. Por isso essa ideia de recomeçar do zero e virar a página parece trazer tanto sentido para vários momentos da nossa vida.

Desde a época da escola eu tinha a mania de querer passar tudo a limpo, pra deixar os erros pra trás. Pra ficar com o caderno todo bonito, enfeitado, padronizado. Que coisa besta de se fazer, vocês podem pensar. Até eu já pensei isso. Mas esse pequeno detalhe sobre a Bruna de 15 anos atrás diz muito sobre a Bruna de hoje.

Quando tá tudo errado eu desejo com muita força que minha vida pudesse ser como meus cadernos da escola. Melhor ainda, como meus fichários, onde eu podia arrancar as folhas sem deixar nenhuma marca de que ela existiu um dia. E eu recomeço onde consigo. Monto um blog novo, arrumo meu Bullet Journal do mês, as pastas da rede do meu trabalho, meu sistema de organização de e-mails. A verdade é: quando eu sinto que tô perdendo o controle da minha vida, tento controlar o que está ao meu alcance.

O que é uma atitude bem desesperada, diga-se de passagem. Não temos controle sobre nada. Não de verdade mesmo. E não podemos apagar as coisas que fizemos de errado e simplesmente começar tudo de novo em uma página em branco. Todos os dias são páginas vazias esperando para serem preenchidas, mas passamos muito tempo da nossa vida brincando de rascunhar, achando que um dia teremos a chance de passar tudo a limpo.

Se esse for seu caso, você está fazendo isso errado. Eu estou fazendo isso errado?

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Sobre as 642 coisas sobre as quais escrever

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Estava eu ontem dando mais um rolê pela blogosfera quando me perdi de link em link e cheguei ao Suspirare, por causa de uma tag maravilinda sobre Harry Potter (que, inclusive, pretendo responder aqui durante esse período de BEDA). Enfim, gostei do blog e comecei a brincar mais um pouco de link em link. E cheguei em posts interessante sobre algo chamado 642 coisas sobre as quais escrever.

Eu sou a louca dos projetos, muitas vezes me arrependendo de começa-los por não conseguir terminar nenhum, mas é mais forte do que eu, vejo uma lista de coisas a fazer e já quero saber tudo sobre! Então joguei no Google, no Facebook, achei um Tumblr e cheguei em uma lista com 300 itens. Ainda estou me perguntando onde estão os 342 que faltam, mas vamos com calma, eu chego lá.

O legal mesmo foi entender que não é um desafio, é mais como um arquivo de referência rápida, com vários itens MUITO legais para serem desenvolvidos conforme a vontade/necessidade. Eu não li a lista inteira, mas quem se interessar também, pode ver aqui, mas acho que não é só pra gerar inspiração que ela serve.

Imagino que ela funcione como um apoio para desenvolvermos nossa escrita, porque é bem legal escrever sobre algo que nos estimula, uma experiência que vivemos. São coisas que já sabemos como falar, como abordar, mas essa lista parece aquela aula de português em que a professora falava “hoje é dia de praticarmos redação”, colocava uma um tema na lousa (às vezes uma palavra, às vezes uma frase para ser continuada ou um assunto que estivesse em alta na época) e aí era você com o lápis, o papel e sua imaginação.

De qualquer forma, não deixa de ser um desafio. Como nas 30 coisas que quero fazer antes dos 30 coloquei manter esse blog pelos próximos 5 anos, acho que vou ter bastante tempo para entregar essa lista, não é mesmo?

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O BEDA está me enlouquecendo

Ou: como paro de adicionar blogs freneticamente à minha lista do Feedly?

É real oficial, minha gente. Todos os dias eu chego ao trabalho e tento aproveitar alguns minutos pela manhã para dar uma lida nos blogs que coloquei na minha categoria BEDA lá do Feedly, mas não consigo finalizar nenhum deles! No fim de semana eu estava lendo na ordem dos posts, mas aí entrava nos blogs e ia vendo mais e mais e mais posts legais e quando via já estava perdida.

Isso quando eu não estava em um e de repente já tinha mais três abas abertas de outros endereços que encontrei linkados e me pareceram interessantes. O legal disso foi reencontrar alguns blogs que eu seguia anos atrás, alguns rostos conhecidos que eu fiquei realmente feliz de ver que ainda habitam a blogosfera. A parte desesperadora foi não conseguir terminar de ler o feed de nenhum dos blogs que eu comecei a seguir.

Aí resolvi fazer diferente: escolhia um blog e lia tudo dele que estava como unread ainda e se me interessa por mais algum post ia atrás. Os links interessantes que eu encontrava pelo caminho já logo tratei de seguir também e acrescentar à minha lista interminavelmente crescente do Feedly. Achei que isso ia me ajudar e a princípio meus resultados foram melhores, mas continuo adicionando e adicionando e a lista não diminui nunca!

A ideia inicial desse posta era linkar os blogs que estou amando ler durante esse período, mas acho que vai ter que ficar para a próxima, quando eu conseguir sair dos três primeiros, pelo menos, rs, porque para piorar, quero comentar em todos que leio, porque é um mais amor que o outro e quero espalhar carinho por todos eles. E aí eu voltei para o looping sem fim entre começa a ler, comentar, encontrar outros feeds e recomeçar o processo todo outra vez.

E sobre o grupo mais lindo do Facebook, não tem essa de organizar direitinho, não! Porque cada vez que entro para postar meu link do dia, já vejo mais 15 bloguinhos lindos para acompanhar. Tá insano, mas tenho fé, eu vou chegar lá. Acreditem, tenham fé também. Se estiverem nesse momento de desespero (mas um desespero legal, pelo menos), venham comigo, me deem um abraço, tentem manter o auto controle e absorvam o amor que está sendo disseminado pela blogosfera, mesmo que ele esteja te enlouquecendo, é amor, gente.

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30 Antes dos 30

Eu amo uma lista? Sim, eu amo uma lista! E amo listas de metas, desejos, sonhos e objetivos. Me dá um norte, me dá sentido e propósito. E desde que fiz 24 anos não paro de pensar que estou chegando aos 25 e que aí um pulo para os 30. Um pouco dramático? Concordo, mas juro que é assim que minha mente está trabalhando.

Então, com meu aniversário de 25 anos já batendo na porta (menos de um mês, gente!), resolvi fazer uma lista de coisas que pretendo realizar nos próximos 5 anos. Não há um ordem, nem cronograma e nem preciso fazer 6 coisas por anos ou nada parecido. É só pra eu me dedicar a esses propósitos pelos próximos anos. A maior parte da lista é de experiências que sempre sonhei viver e acho que uma idade tão emblemática assim seria a ocasião perfeita para comemorar essas realizações!

  1. Viajar para a Disney
  2. Viajar para a Europa
  3. Viajar para San Francisco
  4. Viajar para Nova York
  5. Comprar meu carro
  6. Casar
  7. Fazer uma tatuagem sobre o Green Day
  8. Fazer uma viagem sozinha
  9. Saltar de paraquedas
  10. Fazer uma roadtrip dirigindo
  11. Mergulhar
  12. Passeio de balão
  13. Aprender francês
  14. Pós-graduação
  15. Ir a um Rock In Rio
  16. Correr uma meia maratona
  17. Esquiar no Chile
  18. Arrumar um bico ou um freela para juntar quatrocentos reais. E gastar a grana com o que VOCÊ QUISER
  19. Juntar dinheiro suficiente para fazer uma viagem para Buenos Aires em um feriado.
  20. Dar entrada em um apartamento
  21. Adotar um cachorro
  22. Observar uma cidade do ponto mais alto, pode ser de um prédio ou do alto de um morro.
  23. Manter esse blog dos 25 aos 30 anos
  24. Passar um Ano Novo em Nova York
  25. Visitar os pontos turísticos de São Paulo
  26. Conhecer 5 restaurantes legais em São Paulo
  27. Fazer um post para cada item cumprido nessa lista
  28. Guardar dinheiro
  29. Mudar meu guarda-roupa inteiro em uma tarde de compras
  30. Passar um dos meus aniversários em outro país

Conforme os itens forem se realizando, vou fazendo o update do post! Venham acompanhar essa longa jornada que está para começar comigo.

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Todo mundo deveria ter um pai-amigo

Desde que me conheço por gente, minha relação com meu pai foi de amizade, de brincadeiras, de risadas e brigas bobas de irmãos. Talvez por ele ainda ser muito novo quando eu nasci, eu tenha crescido em uma relação de amizade maior do que de “pai e filha”.

Mas com isso não quero dizer que tudo sempre foram flores. O ser humano é um bicho complicado, todo mundo sabe disso, e nossa relação foi cheia de altos e baixos até chegarmos no que tenho hoje, que considero uma das coisas mais importantes, ricas e valiosas que tenho na vida.

Quando eu era pequena meu pai trabalhava viajando muito, mas eu sabia que no sábado de manhã ele estaria em casa, me esperando para ver desenho e jogar video-game o dia todo. Eu não tinha a noção de que ele tinha viajado a noite toda, muitas vezes, e precisava descansar no final de semana. E ele também nunca me disse isso. Eu ia correndo pro quarto dele assim que acordava e ele já estava com a TV ligada no SBT para aquele momento tão nosso.

Conforme eu cresci, muita coisa mudou nas nossas vidas. Mas sempre tínhamos a música, o video-game e o Corinthians para nos unir. E eram noites viradas jogando jogos de terror, domingos com os jogos do Timão e noites em que ele estava em São Paulo e eu ficava tentando aprender inglês com os discos e CDs de rock dele. Sempre rindo, brincando, cantando e tendo orgulho por sermos tão próximos.

Alguns anos passaram e muita água rolou por debaixo da ponte. Ele errou, eu errei, em alguns momentos nem sabíamos mais quem estava certo e quem estava errado. Mas no momento que eu mais precisei, ele me socorreu. Me deu a mão e enxerguei o amigo que sempre tive de novo. As mágoas ficaram para trás de uma maneira que eu não sabia que era possível. Nós dois amadurecemos e encontramos um no outro o que estava faltando em nós durante o tempo que nos perdemos.

Hoje nossa relação é mais pai e filha do que nunca, mas mais do que isso, nossa amizade e proximidade são algo que vi poucas vezes na vida. Ainda somos dois cabeças dura que deixam minha vó louca de vez em quando e somos tão parecidos, tanto em atitudes quanto em manias e pensamentos que chega a ser engraçado de vez em quando. Ele sabe onde errou no passado da mesma forma que eu sei, mas até essas falhas nos unem hoje em dia. Eu aprendi que ele não era perfeito e muito menos eu. E tá tudo bem ser assim, desde que sejamos imperfeitos juntos.

Da mesma forma que nele encontro um amigo para a vida toda, sei que ele me vê assim também. Nas nossas implicâncias propositais, nos olhares que trocamos e já sabemos o que fazer em seguida. Nos problemas reais de gente adulta que dividimos, nas angústias e preocupações que um apoia o outro. Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que nunca sabemos o dia de amanhã, que nunca sabemos quando vai ser nossa última chance de dar amor e mostrar a importância que as pessoas têm na nossa vida e que o arrependimento por perdermos tanto tempo brigando e afastado de quem amamos sempre vem, então se posso repassar esse aprendizado para algum, eu o faço.

Não existe nada melhor do que ser próximo de quem nos ama, de quem daria a vida por nós. De quem, num momento difícil, ao invés de apontar o dedo na sua cara e dizer “eu te avisei” vai te estender os braços, te ajudar a sair dessa situação e falar “não precisa me dizer o que aconteceu, só quero saber se você está bem”. Podemos escolher o que carregamos dentro de nós: mágoa e rancor ou gratidão e amor. Já faz alguns anos que aprendi a levar só a última opção. E você?

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