BEUC #05 | Quando as coisas saem de controle

Eu me preparei para o BEUC, de verdade. Tinha as pautas de todos os posts até o final do mês e um bônus de 5 posts para o período de 25 à 30/12. Seria tudo lindo e incrível. Mas aí chegou a semana da convenção de vendas da empresa em que eu trabalho. E eu trabalho no marketing, caso não tenha contado até hoje. Então foi loucura a semana inteira, foi loucura o final de semana inteiro e o pós evento ~lê segunda, ontem e hoje~ também foi loucura!

Então, todo o meu planejamento saiu pela culatra, mas não vou desanimar! Tem muito BEUC ainda pela frente, vou tentar postar retroativamente nesse final de semana, para recuperar os conteúdos que acabei deixando pra trás e ter 30 posts ao final do projeto. Questão de honra, de verdade.

Tem dias que os posts são lindos, inspiradores, cheios de amor para dar e outros que nosso cantinho funciona mais como um diário de verdade. Nesses dias, lembro como eram meus primeiros blogs, dez anos atrás. Quando só contava sobre meus dias, desabafava onde achava ser um lugar seguro, livre dos olhos e julgamentos de pessoas que, na minha cabeça adolescente, não entendiam nada do que eu passava ou sentia. Confesso que sinto falta de quando tudo era simples assim.

 

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BEUC #04 | Quando precisamos pensar mais em nós mesmos

Vocês já se sentiram assim? Achando que precisavam fazer mais por si mesmos. Se olharam no espelho e não gostaram do que viram, por mais que tivessem a consciência de que é preciso se amar e cuidar da auto-estima?

Há alguns dias me sinto dessa forma. E tudo fica pior quando lembro que tudo que preciso fazer depende só de mim, em todos os aspectos da minha vida. Parece que estou me dedicando pela metade em tudo que devo fazer e não me sinto inteira por causa disso.

Tem trabalho, tem os livros que quero ler e as séries que preciso assistir. Tem a atenção que quero dar pra minha família e amigos e aí no meio disso, lembro vagamente que preciso dar atenção para mim mesma. Euzinha. A única pessoa que pode fazer isso.

Então, tá na hora de pensar nessa pessoa. De novo. De tempos em tempos eu tento melhorar, tento me cuidar, procuro o que me incentiva a isso e vou fundo. Queria aprender a fazer isso de forma contínua, de estar em sempre em primeiro lugar e sei que são coisas pequenas que me mantém nesse lugarzinho feliz. Quero me encontrar. Eu sei que vou.

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BEUC #03 | As séries que estou assistindo atualmente

Já faz um bom tempo que quero falar sobre as séries que estou assistindo, mas o problema é que eu tenho o péssimo hábito de fazer uma maratona louca nas primeiras temporadas de séries que me prendem e depois esquecer de continuar, ou deixar para depois e iniciar novas séries no caminho. Quem nunca, não é mesmo? É praticamente a mesma coisa que faço com livros, me comprometo a ler todos os que tenho antes de sair por aí adquirindo novos e quando vejo, pá! Black Friday.

Deixando o lenga-lenga de lado, vou citar abaixo séries que comecei e estou acompanhando e outras que parei, mas pretendo retomar. Inclusive, fica essa dica para uma sessão no seu Bullet Journal 2018, caso vá fazer (e que já está no meu): catalogar e fazer o acompanhamento das séries que você está assistindo.

  1. Grey’s Anatomy: rainha da minha vida, melhor série, não me canso nunca! Melhores dramas, melhores personagens, melhores crushes. Percebam minha imparcialidade, rs.
  2. Supernatural: amo há anos, já fiz maratonas, parei de assistir quando ficou cansativa ~lê sexta e sétima temporadas~ e voltei com tudo. Agora preciso assistir a 12ª e a 13ª 🙂
  3. Gilmore Girls: série leve que eu sempre quis assistir inteira, porque via só um episódio ou outro quando estava zapeando e comecei recentemente, incentivada pela temporada extra que a Netflix produziu. Já amo, estou na segunda temporada atualmente.
  4. The Blacklist: amo/sou séries investigativas. Comecei sem dar moral e viciei completamente, além de ter amado os looks da Liz Keen. Vale a pena assistir, são 5 temporadas, estou na quarta, em momento de pausa, mas logo retomo.
  5. Lúcifer: assisti a primeira temporada em uma tacada só, porque todo o cinismo do Luci me cativou, mas empaquei no começo da segunda e não continuei. Pretendo voltar logo.

Principais, são essas. Tem algumas que parei há muito tempo e até cogito terminar, mas não as considero para essa lista (Dexter, Gossip Girl e The O.C.). Agora me contem, vocês assistem alguma dessas? Quais me indicariam?

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BEUC #02 | Resenha: Fangirl, Rainbow Rowell

Fangirl, de Rainbow Rowell | ano: 2014 | 424 pgs.
Fangirl, de Rainbow Rowell Ano: 2014 | 424 pgs.

Em uma tentativa frustrada de um projeto de Clube do Livro no Facebook, surgiu a sugestão do livro Fangirl, do qual nunca tinha ouvido falar, mas que mesmo assim conseguiu me prender na hora só por causa do título. Principalmente porque isso tudo foi na época pré-show do Green Day, então eu estava mais fangirl do que nunca na vida.

Quando vi que o livro era da Rainbow Rowell, não rolou uma identifcação de cara, me julguem por isso. Eu lembrava de ter escutado falar sobre a autora, mas ainda não tinha lido nada dela e não liguei o nome à pessoa – eu queria ler Anexos há bastante tempo, mas só depois de terminar Fangirl e ter ido pesquisar sobre a Rainbow descobri que era dela, além de Eleanor & Park e outros títulos que me interessaram muito.

Sobre Fangirl só posso dizer uma coisa: que livro delicioso de ler! Ele conta a história de Cather (Cath, para todos) em um momento crucial de mudança de vida para ela, uma jovem adulta que está ingressando na faculdade e que possui alguns problemas de fobia social e ansiedade.

Tendo crescido com um pai muito amoroso, mesmo que um pouco excêntrico – por motivos que são melhor explicados no decorrer da leitura – e uma irmã gêmea que sempre foi sua melhor amiga e companheira fiel, mas que ao chegar à faculdade decide viver uma vida totalmente independente, nossa protagonista se agarra com todas as forças aos personagens de sua saga literária favorita, Simon Snow, mesmo que para ela eles sejam muito mais do que isso. Cath é autora da fanfic mais famosa entre os leitores da saga e trata isso com muito carinho e importância.

A forma como Rainbow Rowell aborda todo esse amor de Cath por Snow é perfeita. Ela insere trechos dos livros fictícios em cada capítulo e também nos apresenta ao mundo das fanfics, apresentando fragmentos das histórias que a própria Cath criou. Ou seja, ela escreve por três pontos de vista diferentes, cada um com suas peculiaridades: a história central – a qual ela narra, a história original de Simon Snow – através dos olhos da autora Gemma T. Leslie e as fanfics – escritas pela perspectiva de Cath.

O livro aborda temas muito delicados e tensos, como a relação complicada (pode-se dizer que praticamente inexistente) das gêmeas com a mãe e a forma como cada uma lidou com isso. A importância dos laços familiares e de aprender a confiar nas pessoas, se abrir e aceitar nova oportunidades na vida.

Cath vive uma verdadeira montanha russa emocional durante as 424 páginas de Fangirl: desde a mudança no seu relacionamento com a irmã – Wren, passando pela dificuldade de se entrosar com Reagan, as dificuldades para manter o foco necessário em seu primeiro ano de faculdade e desafios inesperados que a fazem duvidar cada vez mais de si mesma e dificultam seu progresso nas interações sociais. Mas no meio disso tudo, ela é recompensada pela amizade (será que é só isso?) de Levi, de quem desconfiava e com quem aprende a se deixar levar, pelo menos um pouquinho, a princípio.

A narrativa do livro é muito leve, apesar de apresentar tantos temas que poderiam ser bem pesados, e te faz seguir por páginas e páginas sem cansar, dando cada vez mais vontade de seguir adiante. Ele termina deixando uma sensação imensa de quero mais, sem dúvida alguma, e é uma bela porta de entrada para os livros da Rainbow – inclusive aproveitei a Black Friday para garantir os meus.

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Blogagem Coletiva de Setembro | Confissões de um viciado em livros

  1. Livro impresso ou e-book?

Impresso! Eu leio eBooks? Sim! Tenho algo contra eles? Não! Mas o ritual de sentir o cheiro, ver as especificações de impressão, passar a mão para sentir a textura da capa, aff, não há igual.

  1. Qual é o livro que você mais leu?

Sou clichê mesmo e vou dizer que foi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

  1. Qual é o estilo literário que é o seu preferido no momento?

Chick Lit, já faz alguns anos que estou nessa.

  1. Qual é o estilo literário que você menos gosta?

Não consigo ler auto-ajuda. Já comprei alguns e não saio do lugar, mesmo que o tema me agrade e seja escrito de uma forma interessante.

  1. Qual é o livro que você pagou mais barato?

Querido John, na Black Friday de 2015: R$9,90!

  1. Qual é o livro que você pagou mais caro?

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, do Joël Dicker. Comprei logo que saiu e na época foi R$49,90, sendo que os livros ainda estavam na faixa de R$24,90 à R$29,90.

  1. Qual é o livro que você mais quis ou quer no momento?

Nossa! Tenho uma lista gigante, pergunta perigosa para um viciado. Quero muito “Em Busca de Abrigo” e “Paris para Um” da Jojo Moyes por motivos de: tenho todos os livros dela e é mais fácil manter uma coleção se alimentamos ela desde o início.

  1. Escolha um livro e compartilhe uma história.

Gosto muito de citar A Mediadora, da Meg Cabot. É uma série, não apenas um livro e recentemente teve um volume novo lançado, o que acabou por torna-la um pouco mais popular, mas na época em que eu li ninguém conhecia então encontrar algum fã da série era algo muito especial. É uma das minhas sagas preferidas. Li inteira em PDF no computador, porque quando era adolescente não tinha como comprar muitos livros com frequência – acho que por isso hoje em dia gasto tanto com eles – e assim que comecei a trabalhar comprei a coletânea no Submarino. Lembro que a previsão de entrega era de três dias, mas chegou no dia da compra mesmo e minha avó não me falou. Assim que cheguei em casa estava em cima da minha cama, passei um Carnaval inteiro lendo eles.

  1. Quantos livros você tem?

Puts, de cabeça não vai rolar, rs. Vamos apenas dizer que muitos!

  1. Qual é o seu lugar favorito pra comprar livros?

Saraiva ❤ Sou apaixonada por esse lugar. Já passei vários almoços da minha vida sentadinha quieta lá apenas pelo prazer de estar dentro de uma, com o cheiro de todos aqueles livros e músicas legais tocando.

  1. Você tem algum livro que se arrepende de ter comprado?

Nenhum, claro que já li livros que não gostei, mas a maioria das vezes isso aconteceu com eBooks ou livros que emprestei de bibliotecas, mas ainda assim não me arrependo de ter comprado.

  1. Mostre seu livro favorito.

Pode parecer clichê novamente, mas não consigo definir apenas um. Pensem comigo: já mostrei que sou apaixonada por Harry Potter, já falei de uma coleção que estou fazendo de uma autora e contei do meu amor pela saga quase desconhecida da Meg, isso sem ter mencionado muitos outros autores. Não dá para escolher um entre tanto amor. É igual perguntar a uma mãe qual filho ela mais ama.

  1. Qual foi a primeira vez que você leu um romance?

Puts, essa ficarei devendo, não consigo lembrar, rs.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva de Setembro do Clube do Unicórnio (sim, de setembro e foi postada em outubro, me julguem), se quiserem fazer parte também, cliquem aqui 😊

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BEDA: a NEW blog everyday

Tenho uma declaração a fazer: COMO EU CONSEGUI FERRAR COM O FINAL DO BEDA TÃO DRASTICAMENTE ASSIM? Cara, eu tinha esse post nos rascunhos para ter saído ontem e estava com o post de quarta escrito salvo nos rascunhos também (um meme) e eu simplesmente não tive tempo de postar! Tô bem chateada comigo mesma por causa disso, era a reta final, era só clicar em publicar e eu falhei miseravelmente. Me desculpem? Agora vamos ao que interessa.

Na real que pra mim esse deveria ser o nome do projeto! Cara, é incrível e já falei sobre essa loucura em outro post, mas não imaginei que mesmo depois de mais da metade do mês eu ainda estaria conhecendo novos blogs e acrescentando na minha lista de favoritos para ler mais tarde!

Às vezes é pelo blogroll de algum blog que eu já adoro, sendo assim acabo dando crédito aos blogs que são indicados por lá quem nunca, não é mesmo?, e às vezes é no grupo do Facebook, algum comentário acima do meu sempre acaba chamando minha atenção. E juro que penso duas vezes antes de acessar, porque geralmente já estou com o pressentimento de que vou gostar do que encontrarei por lá. E aí é mais um blog que vou querer muito ler e não vou conseguir, pelo menos até agosto acabar!

Pausa para comentar que: a letra de Wake Me Up When September Ends passou pela minha mente enquanto digitava a frase. É impossível não pensar, gente! (Vem Green Day, 63 dias)

Enrolações à parte, já que falo tanto do meu feed sem fim (prometo que um dia eu acabo com isso, já que o BEDA acabou), vou mostrar os blogs que eu mais gostei durante esse período que foi inesquecível, independente das minhas falhas em postar todos os dias, foi uma experiência que já quero repetir ano que vem, com mais planejamento inclusive para acompanhar as leituras de tantos blogs queridos!

  • E Agora, Isadora?, da Isa linda!
  • Wink, da Mia Sodré, que já acompanhava antes do meu afastamento da blogosfera
  • Sweet Luly, da Lully, que só conheci agora e amei!
  • Supimpa Girl, da Vivi ❤ ❤ ❤ Linda, incrível e com quem me identifico tanto!
  • Lunatic Pisces, da Michas, fã de Supernatural que ganhou meu coração.
  • Eu Não Nasci Nos Anos 80, da Lu Vilha, porque anos 80, né mores.
  • Desancorando, da Maki maravilhosa, o blog que me deu vontade de voltar às origens e reviver o Reticendo.
  • Beyond Cloud Nine, da Emi, uma grata surpresa por ter reencontrado um dos blogs que eu mais curtia acompanhar antes de eu sumir daqui.

Além desses, acompanhei outros blogs também, mas esses são os que eu mais me identifiquei e que foi uma delícia de descobrir (ou redescobrir, em alguns casos). Sou grata por esse mês que passou e o BEDA fez passar muito mais rápido, sério, estou chocada. Faltaram alguns posts, mas meu resultado, para mim, foi mais que positivo. E agora vamos amar o mês mais lindo do ano. SETEMBRO CHEGOU! YAY!

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Sair da rotina faz bem e sou grata por isso

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Eu amo meu trabalho. E isso é algo que eu nunca consegui falar antes. Eu já amei uma empresa em que eu trabalhava, já amei as pessoas que trabalharam comigo e já amei o que eu fazia em outros empregos, mas cada coisa individualmente. Hoje é a primeira vez que posso dizer que amo o conjunto todo. Amo a empresa, as pessoas e principalmente o que eu faço. Mas ainda assim é muito gostoso ter um dia fora da rotina. E eu amo o fato desse emprego me proporcionar isso também.

Hoje tive um dia de trabalho externo, supervisionando uma sessão de fotos para nosso banco de imagens e foi tão incrível que não consigo expressar. Nosso casting foi lindo, o fotógrafo bom demais e a equipe inteira um amor. Passar o dia andando pelas ruas de Higienópolis, contemplando o céu de um roof top em plena terça-feira à tarde, interagindo com os passantes na rua e com os sorrisos das poses se tornando verdadeiros a cada comentário engraçado que surgia em meio aos cliques me fizeram muito bem!

Essa sensação de estar trabalhando sem parecer que é trabalho. De sentir o amor pelo que se faz mesmo com o stress, com os nervosos e pedras que surgem no caminho, tudo isso vale à pena quando vejo o trabalho concluído e o sucesso evidente. Meus pés estão doendo, mas aquela dor gostosa de dever cumprido. Eu saí da rotina hoje, não foi uma folga, um dia de pés para o ar nem nada disso. Foi, na verdade, muito mais trabalhoso e cansativo que meus dias no escritório, mas me fez tão bem que só posso agradecer pela chance de poder viver momentos assim. Cada momento conta. E  ser grata por todos eles conta ainda mais.

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