I’m feeling 25

Sumi alguns dias, sem me orgulhar disso, mas trabalhei loucamente e no feriado tive alguns problemas técnicos e fiquei sem computador. Mas volto hoje em grande estilo, para comemorar a chegada dos meus vinte e cinco anos. Sou uma pessoa que gosta muito de comemorar aniversário. Acho que a vida é para ser celebrada, sim! Sempre! E se temos um dia no ano totalmente dedicado à nossa vida, é o dia que mais temos que celebrar.

Fazendo uma breve retrospectiva do meu último ano, só consigo lembrar de coisas boas, de conquistas e alegrias. E eu até sinto aquele medinho básico de falar isso, por causa de inveja, olho gordo, quebrante ou seja lá o nome que você quiser dar, mas eu não estaria sendo justa com o universo se não falasse. E se não agradecesse.

Sou grata pela minha vida e pelas pessoas que fazem parte dela. Sou grata, inclusive, pelo funil que ela se encarrega de fazer para deixar somente as pessoas que realmente nos agregam e fazem bem. Se eu contar dos últimos cinco anos pra cá, sei exatamente quem ficou. Nem preciso ir tão longe, na verdade. Dos últimos três anos pra cá já é o suficiente. E hoje sei que quem ficou é quem se importa (e importa para mim) me ama e quer meu bem.

Acordei com 25, me sentindo mais próxima dos 30, mais distante da Bruna de 15 e muito mais completa do que nunca. Só posso desejar que esse ciclo que se iniciou hoje seja ainda mais repleto de alegrias do que o último. E que todo ano isso se repita pra eu ter motivos para agradecer e poder continuar com os mesmos desejos.

Desde que eu aprendi a tomar a responsabilidade pela minha vida, pelos meus atos e do meu destino, muita coisa mudou. Eu mudei. E mudar é bom. Antigamente eu tinha um pavor imenso de mudanças, mas hoje eu aceito e entendo quão necessárias elas são para nossa evolução. Quero mais da vida, aprender mais, amar mais, sonhar mais e realizar muuuuuito mais! Essas minhas novas páginas em branco estão aí para isso. Para serem coloridas com vida! Meu ano novo começou hoje, minhas resoluções estão prontas e daqui a um ano volto aqui pra agradecer novamente.

Bem-vindos, 25.

11-09-2017

 

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Sair da rotina faz bem e sou grata por isso

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Eu amo meu trabalho. E isso é algo que eu nunca consegui falar antes. Eu já amei uma empresa em que eu trabalhava, já amei as pessoas que trabalharam comigo e já amei o que eu fazia em outros empregos, mas cada coisa individualmente. Hoje é a primeira vez que posso dizer que amo o conjunto todo. Amo a empresa, as pessoas e principalmente o que eu faço. Mas ainda assim é muito gostoso ter um dia fora da rotina. E eu amo o fato desse emprego me proporcionar isso também.

Hoje tive um dia de trabalho externo, supervisionando uma sessão de fotos para nosso banco de imagens e foi tão incrível que não consigo expressar. Nosso casting foi lindo, o fotógrafo bom demais e a equipe inteira um amor. Passar o dia andando pelas ruas de Higienópolis, contemplando o céu de um roof top em plena terça-feira à tarde, interagindo com os passantes na rua e com os sorrisos das poses se tornando verdadeiros a cada comentário engraçado que surgia em meio aos cliques me fizeram muito bem!

Essa sensação de estar trabalhando sem parecer que é trabalho. De sentir o amor pelo que se faz mesmo com o stress, com os nervosos e pedras que surgem no caminho, tudo isso vale à pena quando vejo o trabalho concluído e o sucesso evidente. Meus pés estão doendo, mas aquela dor gostosa de dever cumprido. Eu saí da rotina hoje, não foi uma folga, um dia de pés para o ar nem nada disso. Foi, na verdade, muito mais trabalhoso e cansativo que meus dias no escritório, mas me fez tão bem que só posso agradecer pela chance de poder viver momentos assim. Cada momento conta. E  ser grata por todos eles conta ainda mais.

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O poder de unhas bem feitas

Ou como coisas pequenas levantam nossa auto estima e nos dão vontade de mudar.

Sabe aquela velha história de “cortou o cabelo porque quer mudar a vida”? Eu posso dizer que me vejo muito nessa referência, porque tem coisas que faço por mim na intenção de mudar o mundo à minha volta, mas que na verdade só mudam minha perspectiva desse mundo.

Quando não dá pra ser tão radical e mudar o cabelo todo, utilizo coisas menores que sei que vão me fazer tão bem quanto. Deixo meu quarto arrumado, faço as sobrancelhas, depilo a perna. O tal do self-care, que vem sido tão propagado nos últimos tempos (graças a Deus!) e que tem que ser cada vez mais, porque o bem que cuidar de nós mesmos faz não dá pra explicar. Mas é real.

Venho ensaiando um retorno à minha vida saudável há um bom tempo. Para resumir: desde novembro passado tenho intercalado meses super focada e bem comigo mesma com meses desastrosos em que retrocedo em metade das minhas conquistas. Há anos luto com a balança e ano passado o peso deixou de ser o motivo principal para essa luta e a saúde ganhou a dianteira.

Com vinte e quatro anos estava com pré diabetes e um pé na obesidade. Vi minha família lutar com esse problema por minha vida toda e não queria fazer mal ao meu corpo, meu bem mais precioso. Conheci a low carb nesse meio tempo e me apaixonei pela linha, pela simplicidade e por todos os estudos que mostram os danos do carboidrato (glicose) em nosso corpo, cérebro, bem-estar. Enfim, descobri que uma das coisas que eu mais consumia e gostava estava me matando lentamente. E quero ser bem dramática sim, porque é preciso criar alguns alarmes para coisas que nos fazem tão mal dessa forma.

Anyway, mesmo sabendo de tudo isso, tendo o conhecimento do mal que estou me fazendo, tem sido muito difícil recuperar meu foco e fazer tudo que preciso pelo meu bem-estar físico e mental. E aí comecei a procurar formas de me motivar a voltar para essa vida. Decidi colocar tudo no papel, que é a forma mais clara para mim de colocar qualquer projeto em prática e já estava me preparando para fazer isso nesse final de domingo. Então, mais cedo, enquanto meu namorado dormia antes da hora de ir embora, resolvi pintar as unhas para me sentir um pouco melhor comigo mesma. Foi a melhor decisão que tomei hoje.

27-08-17

Unhas feitas após duas semanas em estado deplorável, com um tom lindo de café, que considero minha cara, me deram o gás que precisava para entender como é bom fazer coisas boas por mim! E a vontade de fazer tudo que eu mereço para me ver feliz, saudável e realizada voltou com tudo. Sabe o “clique” que disse que tenho às vezes, como quando esse blog renasceu? Senti a mesma empolgação para fazer com que dessa vez dê certo.

Amanhã volto à academia, meu plano alimentar está bonitinho num arquivo no meu pen drive. Fiz um calendário que vou preencher com os dias que cumpri tudo da forma certa, defini metas, estratégias, coisas que desejo evitar (refrigerante e açúcar, por exemplo) e colei na porta do meu armário, para olhar todos os dias e ver minha evolução. Já arrumei a mochila, para não dar desculpas e, de quebra, arrumei os looks da semana também. E, gente, a lua nem está em virgem. Tá em escorpião, fui conferir após esse surto de organização e comprometimento.

Estou feliz com as decisões que tomei hoje, pelos planos traçados. Agora depende apenas de mim, como sempre dependeu, mas estou com gás para ver esse meu desejo de tantos anos virar realidade. E quando fazemos as coisas do modo certo, os resultados vêm. Quando cuidamos de nós mesmos, a realização pessoal é a consequência. Minhas unhas estão lindas e a vontade de fazer com que tudo em minha vida fique lindo também está maior que nunca. Quem tá precisando de motivação pra tirar um plano do papel? Vem comigo, vem acompanhar meus próximos 42 dias, a “fase 01” do meu projeto. E prometo que assim que tudo começar a dar certo, venho contar como fiz acontecer.

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As páginas em branco

Tudo começa com uma página em branco. Um ideia, uma carta – de amor ou de despedida, tanto faz -, nossos projetos, os cadernos de um novo ano escolar. Por isso essa ideia de recomeçar do zero e virar a página parece trazer tanto sentido para vários momentos da nossa vida.

Desde a época da escola eu tinha a mania de querer passar tudo a limpo, pra deixar os erros pra trás. Pra ficar com o caderno todo bonito, enfeitado, padronizado. Que coisa besta de se fazer, vocês podem pensar. Até eu já pensei isso. Mas esse pequeno detalhe sobre a Bruna de 15 anos atrás diz muito sobre a Bruna de hoje.

Quando tá tudo errado eu desejo com muita força que minha vida pudesse ser como meus cadernos da escola. Melhor ainda, como meus fichários, onde eu podia arrancar as folhas sem deixar nenhuma marca de que ela existiu um dia. E eu recomeço onde consigo. Monto um blog novo, arrumo meu Bullet Journal do mês, as pastas da rede do meu trabalho, meu sistema de organização de e-mails. A verdade é: quando eu sinto que tô perdendo o controle da minha vida, tento controlar o que está ao meu alcance.

O que é uma atitude bem desesperada, diga-se de passagem. Não temos controle sobre nada. Não de verdade mesmo. E não podemos apagar as coisas que fizemos de errado e simplesmente começar tudo de novo em uma página em branco. Todos os dias são páginas vazias esperando para serem preenchidas, mas passamos muito tempo da nossa vida brincando de rascunhar, achando que um dia teremos a chance de passar tudo a limpo.

Se esse for seu caso, você está fazendo isso errado. Eu estou fazendo isso errado?

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